Mensagem

A LIÇÃO DA BORBOLETA

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme
ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através
daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o
restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo
estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo.
Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar...




Bebês Girafas fofas












O Papel do Professor


Por Vanilde Gerolim Portillo


A influência dos pais no desenvolvimento da personalidade da criança é incontestável, já que há tempos vem sendo objeto de discussões, estudos e teorias.

Mas o que podemos dizer do papel do professor? Sua influência sobre o desenvolvimento da personalidade do aluno é relevante?

A resposta é sim. O professor exerce função não menos importante do que a dos pais no desenvolvimento da criança.

A criança vai lentamente lutando pela liberdade de sua consciência individual desde a mais tenra infância e, nesta luta, a escola exerce um papel fundamental por ser o primeiro ambiente que a criança encontra fora da família. Neste ambiente é inevitável que os companheiros substituam os irmãos, o professor o pai, a professora a mãe.

O professor deverá estar consciente deste papel e da sua importância. Deverá entender que sua tarefa não é apenas inserir na cabeça das crianças um número crescente de ensinamentos e sim, antes de tudo, exercer certa influência sobre a personalidade, como um todo.

A atuação do professor sobre a personalidade da criança é, em alguns casos, mais importante do que as atividades curriculares.

Visto desta maneira, o professor é a ponte mais importante da passagem do mundo infantil para o mundo adulto, pois junto com os pais, os professores são responsáveis pelo encorajamento ao crescimento e independência das crianças.

Ouvimos muitas vezes que o adolescente está destinado para o mundo e não para permanecer agarrado a seus pais. Mas como introduzir este jovem no mundo adulto de maneira segura e sem traumas?

O professor tem aí o cerne de sua função social, porém como personalidade e não como um mero transmissor de conhecimento.

A tarefa é difícil. Por isso o professor deve estar preparado psicologicamente para exercer plenamente suas funções com responsabilidade e harmonia.

Segundo o médico, psicólogo e pensador suíço, Carl Gustav Jung; - “Como personalidade, tem, pois o professor tarefa difícil, porque se não deve exercer a autoridade de modo que subjugue, também precisa apresentar justamente aquela dose de autoridade que compete à pessoa adulta e entendida perante a criança”.[1]

Esta atitude não poderá ser obtida forçosamente, porém deverá vir de modo natural à medida que o professor se comporta de acordo com o que ele se propõe a ensinar.

O professor deverá antes e mais nada ser um cidadão que cumpre seus deveres como tal, deverá ser uma pessoa correta e sadia. O bom exemplo é o melhor método de ensino, uma vez que ocorre espontaneamente e inconscientemente, onde a personalidade do professor se sobrepõe ao método adotado.

Se o professor estiver psicologicamente sadio e entender que sua função no mundo vai além de simplesmente encher as cabeças das crianças com matérias e mais matérias, certamente iremos ter crianças, jovens e adultos mais saudáveis, ou melhor, vamos ter adultos de verdade, preocupados com si mesmos e com os outros, respeitando-se mutuamente e ao seu meio ambiente.

Diz Jung: “Desde que o relacionamento pessoal entre a criança e o professor seja bom, pouca importância terá se o método didático corresponde ou não às exigências mais modernas.” [2]

Neste sentido a educação dos adultos, neste caso a do professor, é que está em jogo. Se os professores se preocupassem com sua própria educação psicológica o benefício seria revertido indiretamente na educação da criança.

A educação do adulto referida acima está ligada diretamente ao seu autoconhecimento e este se dá com a análise profunda de seus sentimentos como, medos, temores, incertezas, raiva, etc.

Não podemos varrer sentimentos que nos perturbem para baixo do tapete, pois cedo ou tarde esta “sujeira” acumulada invadirá nossas vidas nos momentos menos adequados.

Existe a possibilidade de nós mesmos estarmos analisando nossos sentimentos, ou contarmos com amigos e parentes para nos ajudar, porém, por mais sinceras que as opiniões dos outros possam ser nunca deixarão de ser contaminadas pelos próprios sentimentos devido ao envolvimento emocional que estas pessoas tem conosco.

Nestes momentos apenas a ajuda de amigos e parentes não resolve, é necessário buscar auxílio de profissionais experientes que o ajudarão a entender que não precisa “estar perturbado mentalmente” para se sentir com dúvidas ou angustiado. Basta entender que é humano e que viver pode não ser fácil.

O trabalho psicoterápico é destinado a qualquer pessoa que deseja buscar o autoconhecimento como meio de crescimento, como também, àqueles que estão passando por momento difíceis na vida. O apoio psicoterápico é sempre útil nas mais diversas situações de perdas, crises existenciais motivadas por fases etárias, etc.

Projeto Artes Visuais na Educação Infantil

Como o mundo é repleto de significados e cheio de descobertas, nesta fase da infância! O ensino de Arte aborda uma série de significações, tais como: o senso estético, a sensibilidade e a criatividade.

A criança na educação infantil, se encontra em fase de pensamento concreto e faz largo uso de seus sentidos para enriquecer suas experiências. Nesta fase, as atividades artísticas fornecerão ricas oportunidades para o seu desenvolvimento, uma vez que, põem ao seu alcance os mais diversos tipos de material para manipulação.

Quando as habilidades infantis são estimuladas, ajudam no processo de aprendizagem, pois desenvolvem a percepção e a imaginação - recursos indispensáveis para a compreensão de outras áreas do conhecimento humano. Estabelecendo, sempre, um diálogo entre todos os participantes da turma - que é uma questão fundamental para que haja uma comunicação ampla - que será ampliado, desenvolvido, trabalhado, estimulado, aprimorado e praticado com constância para que a criança tenha o máximo desempenho de sua capacidade cognitiva.

A professora da rede pública paulista Regina Velasco Estrela desenvolveu um projeto de artes visuais com seus alunos de educação infantil e compartilhou conosco sua experiência positiva dando-nos dicas de atividades. Confira:

01- DESENHO COM FOLHA DE PLANTA:

Desenhar com giz de cera usando folhas de diversas formas e tamanhos.

02 - DESENHO ESPELHO:

Oriente os alunos a dobrar a folha de papel ofício ao meio e pingar cola colorida na dobra – tornar a dobrar a folha e aparecerá uma surpresa.

03 - BOLINHAS DE SABÃO:

Material Necessário: anilinas, detergente incolor, canudos, papel ofício e copos descartáveis.

Procedimento: Coloque um pouco de detergente com algumas gotas de anilina no copo ( cada copo com uma cor diferente ) – os alunos deverão molhar o canudo nos copos e soprar fazendo bolinhas de sabão no papel oficio.

OBS: Uma técnica que surte efeito muito bonito mas é necessário que o professor tenha muita atenção para que as crianças não engulam o detergente.

04- DESENHO MÁGICO:

Desenhar no papel usando apenas giz de cera branco, em seguida, com pincel passe tinta guache em toda folha. As crianças adoram a surpresa!

05 - DESENHO LIVRE BRANCO NO PRETO:

Material Necessário: papel cartão preto, giz de cera branco e creme dental branco.

Procedimento: Desenhar livremente no papel cartão usando o giz e o creme dental.

06 - TEXTURA, FORMA E COR:

Colagem de areia colorida em quadrados, triângulos e círculos.

07 - PAPEL ÚMIDO:

Molhar a folha com algodão e pintar em seguida com tinta guache

Outras idéias: Pintar com os dedos, com esponjas, com escova de dente, com giz de lousa molhado no leite, desenhar na lixa, desenhar com hidrocor sobre papel camurça.

A criança trabalha com as mãos, aprendendo e apreendendo o mundo; vê através delas, manipulando e modificando, destruindo e construindo, observando, mas sobretudo criando. Através das atividades lúdicas a criança consegue se exprimir; entretanto, também se torna necessário mostrar-lhe alternativas, perspectivas e concepções: a Arte como co-autora da nossa sociedade - ampliando, assim, sua visão de possibilidades, na experiência entre o real e o imaginário, do comparativo e do demonstrativo da realidade humana.

Compete ao professor a estimulação da criança, em todos os sentidos visuais e perceptivos, pois sua sensibilidade e criatividade serão privilegiadas.

Paty Fonte

POLÊMICAS DO NOSSO TEMPO

MOACIR GADOTTI

Escola cidadã
Estudo do livro “Escola cidadã”.
POLÊMICAS DO NOSSO TEMPO.
Moacir Gadotti

Abel Rodrigues de Bessas Júnior
educador
2009

Capítulo I
AUTONOMIA E NATUREZA
DA EDUCAÇÃO

Por que discutir hoje a autonomia da escola?
Porque discutir a autonomia da escola é discuti a própria natureza da educação.
A escola que está perdendo a sua autonomia também está perdendo a sua capacidade de educar para a liberdade. É a tese que pretendo defender. Discutir o tema da autonomia é discutir a própria história da educação, na medida em que podemos ver a história da educação, na medida em que podemos ver a história da luta pela autonomia intelectual e institucional da escola, associada à liberdade de expressão e de ensino. Embora não seja sempre o termo utilizado com freqüência, o seu conteúdo essencial encontra-se em toda história do pensamento pedagógico.
O debate atual da autonomia escolar enraíza-se no processo dialógico de ensinar dos primórdios da filosofia grega. No diálogo entre Sócrates e Menón acerca da questão “se a virtude podia ser ensinada”, numa praça de Atenas, o mestre Socrates insiste que o escravo Menón deve procurar, nele mesmo, a resposta. Educar significa, então capacitar, potencializar, para que o educando seja capaz de buscar a resposta do que pergunta, significa formar para a autonomia. A escola, no ideal de Sócrates, deveria instituir-se toda ela em torno da autonomia. Seu método: o diálogo. O discípulo é quem deve descobrir a verdade. Portanto, a educação é auto-educação.
A palavra “autonomia” vem do grego e significa capacidade de autodeterminar-se, de auto-realizar-se, de “autos” (si mesmo) e “nomos” (leis). Autonomia significa autoconstrução, autogoverno. A escola autônoma seria aquela que se autogoverna. Mas não existe uma autonomia absoluta. Ela sempre está condicionada pelas circunstâncias, portanto a autonomia será sempre relativa e determinada historicamente.
Podemos dizer que o educador humanista italiano Vittorino da Feltre (1378-1446) é um precursor da moderna escola anti-autoritária. Em sua escola chamada “La Casa Giocosa” (A Casa Alegre), numa época em que predominavam os métodos autoritários da escolástica, centrados no mestre, Da Feltre propunha métodos ativos com a participação direta dos alunos. Da mesma forma, as críticas satíricas de François Rabelais (1495-1553), aos métodos escolásticos, contribuíram para o desenvolvimento das idéias de “autogoverno” na pedagogia, idéias que influenciaram Montaigne (1533-1592), John Locke (1632-1778). Para Montaigne o problema da educação se situa no interesse do aluno pelos estudos que seria tanto maior quanto maior fosse a sua participação na escolha dos conteúdos.
O humanista Tcheco Jean Amos Comenius (1592-1671), como outros educadores modernos, enfatizava a importância da ação e da auto-atividade do aluno. Em Locke encontramos pela primeira vez na história do pensamento pedagógico a expressão “autogoverno” (self-goverunent de Locke tinha um sentido moral, de autodomínio. Já em Rousseau, a expressão “autogoverno” tem um sentido social-educativo. A pedagogia de Rousscau centra-se na autonomia da criança: a criança é um ser completo e perfeito como o adulto, dizia ele.
A Escola Nova se forma como novo paradigma educativo e encontra em John Dewey (1859-1952) seu expoente máximo, cujos princípios do “aprender fazendo”, “aprender pela vida” e “para a democracia” permanecem vivos até hoje. Além de Dewey, as obras de Maria Montessori (1870-1952), Pistrak, Jean Piaget (1896-1980) e Célestin Freinet, (1896-1966) consagraram os princípios da autonomia e auto-atividade do educando. Mas há perspectivas diferentes entre eles. A obra de Pistrak, por exemplo, insistia mais na auto-organização dos alunos, colocando a gestão das atividades educativas como um meio educativo fundamental.
Adolph Ferrière (1879-1960), grande mestre da Escola Nova, e Jean Piaget dedicaram diversos estudos ao tema da autonomia dos estudantes e da escola. Em L’autonomie des écoliers dans les communautés d’enfants, Adolph Ferrière, depois de um longo estudo das comunidades de crianças e adolescentes e de apresentar vários exemplos de escolas públicas que praticam o chamado self-government, conclui afirmando que “a vida social, bem como a moral, o sentido do bem e do mal na vida coletiva, não podem ser aprendidos a não ser na prática” (FERRIÈRE, 1950:143). Daí o papel importante da autonomia (self-government) no processo de “socialização” gradual das crianças: “a autonomia é uma preparação para a vida do cidadão, tanto melhor, quanto mais substituem nela o exercício concreto e a experiência da vida cívica à lição teórica e verbal”, afirma Piaget em seu livro pouco conhecido La autonomia en la escuela (PIAGER, 1950:26). Piaget adverte que a autonomia pode tanto formar para a “democracia parlamentarista” quanto para a “subordinação aos chefes”.
O tema da autonomia teve um papel crítico e mobilizador contra o poder instituído verticalmente, burocraticamente. Ao centralismo opunha-se uma prática social baseada na participação.
O movimento anti-autoritário na educação não é recente. Segundo Jesus Palácios a oposição às relações e métodos autoritários “tem por eixo central a exaltação da liberdade da criança e do grupo no qual a criança está integrada” (PALÁCIOS, 1984:14). A idéia de autonomia está sempre associada à idéia de liberdade. O movimento anti-autoritário na educação inaugura a diferença entre a Escola Tradicional (centrada no mestre) e a Escola Nova (centrada no aluno). Um dos mais importantes pedagogos anti-autoritários é o educador espanhol Francisco Ferrer Guardia (1859-1909), fundador da “Escola moderna”, racionalista e libertária. Outro educador, o inglês Alexander S. Neill (1883-1973), com sua experiência da escola livre de Summerhill toda a organização da escola era controlada pelos alunos. Segundo Neill, para que o autogoverno fosse possível, o professor deveria renunciar a toda forma de autoridade, a toda pretensão hierárquica, a todo tipo de dirigismo. Por outro lado, o terapeuta norte-americano Carl R. Rogers (1902-1987) transpôs para o ensino centrado no aluno deveria basear-se na empatia, na autenticidade, confiança nas potencialidades do ser humano, na pertinência do assunto a ser aprendido, na aprendizagem participativa, na totalidade da pessoa, na auto-avaliação e na autocrítica.
Foi a Escola Nova que levantou mais alto a bandeira da autonomia na escola, entendento-a como livre organização dos estudantes, autogoverno. Muitas experiências pedagógicas foram feitas nesse sentido, e a literatura existente sobre esse assunto é abundante. Todavia, o movimento da Escola Nova, que introduziu os métodos ativos e livres na educação enfatizou mais a autonomia como fator de desenvolvimento pessoal do que como fator de mudança social. Ela tem o mérito, porém, de evidenciar como a autonomia e o autogoverno fazem parte da própria natureza da educação. Como diz Olivier Reboul, “a autoridade é, sem dúvida, necessária para impedir a criança de prejudicar e de prejudicar-se; mas a educação não começa senão no momento em que cessa a autocoerção” (REBOLUL, 1974:52).
É a partir da Segunda metade desse século, com as críticas à educação como fator de reprodução social, que o tema da autonomia foi associado a uma concepção emancipadora da educação. Esse já é o capítulo da autogestão.

Inclusão ou exclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas públicas no DF: Um estudo de caso em uma escola de periferia

Jose Francisco de Sousa

Camila Fabrício da Silva

Resumo: O objetivo dessa pesquisa foi o estudo epistemológico e empírico do conhecimento como uma categoria de análise na educação especial da inclusão de alunos com necessidades especiais para a construção de uma sociedade melhor para todos. Falar de diferença é fácil; o difícil é colocar em prática todos os nossos conhecimentos a respeito do assunto, pois ao praticar o respeito pelo outro somos levados a pensar que devemos colocar de lado o nosso subjetivismo. Na verdade até podemos excluí-lo, mas isto não implica de forma alguma abrir mão de nós sermos nósmesmos; apenas abrimos as portas das austeridades e acrescentamos aos nossos mundos o mundo dos outros. No aspecto teórico sobre a inclusão dos alunos com necessidades especiais visual foram utilizados grandes nomes de referências nacionais e internacionais como Carvalho (1997), Aranha (2001), Mészaros (2003), além da Legislação Oficial pertinente ao assunto. Inicialmente fizemos contatos com uma escola e a partir daí, foram feitas observações diretas, após isso, participamos de algumas oficinas oferecidas pela escola e, em seguida, fizemos entrevistas com a coordenadora pedagógica, os alunos e os pais selecionados. Os resultados obtidos estão na última parte do trabalho.

Palavras-Chaves: Inclusão; Exclusão; Educação Infantil; Educação especial e uma sociedade para todos

1. Introdução:

O presente artigo teve por objetivo um estudo de caso com uma pesquisa qualitativo meu artigo tem como objetivo fala sobre inclusão exclusão os termos "exclusão" e "escola inclusiva" na educação têm sido associados aos casos de alunos com necessidades especiais de aprendizagem, sabemos, no entanto, que estes não são os únicos excluídos da escola. Neste artigo iremos abordar outras causas de inclusão e exclusão, que precisa urgentemente ser debatido, tendo clara a importância do atendimento dos portadores de necessidades especiais, tema que já tem sido trabalhado e que, certamente, merecerá abordagens específicas em outras séries.

Com o relato de entrevistas e dados de algumas pesquisas; na parte final, serão dadas dicas de como agir com os deficientes visuais.

Dois institutos, o IBC e o CEEDV, serão contemplados no trabalho. Vamos falar da história e outras características dos mesmos. Muitos são os projetos e atividades pedagógicas desenvolvidas por ambos; não julgamos necessário enumerá-las no trabalho por questões didáticas. Deixamos os sites das duas, pois lá se encontram todas as atividades e outras curiosidades surpreendentes. Nos sites poderão ser encontrados os projetos, a relação de livros clássicos em Braille, educação inclusiva, o deficiente visual no ensino médio e uma sorte de, repetimos, curiosidades surpreendentes.

A educação infantil é um dos processos culturais da educação, através de métodos, didáticas e técnicas específicas que façam nossos alunos desenvolver relações intermitentes entre respeito mútuo, justiça, solidariedade, igualdade, assim tornando a criança um ser pensante e autônomo dos seus atos e atitudes na sociedade que vive no presente momento. O Ministério da Educação Brasileira, através de sua Secretaria de Educação Especial (1996) afirma que:

"É preciso que os profissionais de educação infantil tenham acesso ao conhecimento produzido na área da educação infantil e da cultura em geral, para repensarem sua prática, se reconstruir enquanto cidadãos e atuarem enquanto sujeitos da produção de conhecimento. E para que possam, mais do que "implantar" currículos ou "aplicar" propostas à realidade da creche/pré-escola em que atuam, efetivamente participar da sua concepção, construção e consolidação"

Esta pesquisa foi desenvolvida em uma escola pública em Samambaia - DF, região Administrativa do Distrito Federal, caracterizada por ser uma área dormintório, uma vez que não tem indústria e o comércio ainda é incipiente. A maioria dos moradores é de classe baixa, e a maioria da população trabalha na informalidade, segundo dados da Secretaria de Planejamento do DF. A escola escolhida tem cerca de 800 alunos e atende todo o ensino fundamental. Apesar da legislação falar da inclusão, nessa escola há um prédio específico para os Alunos com Necessidades Especiais. A escolha desse prédio foi devido ao fato de que a estrutura física é mais adequada tendo inclusive rampa de acesso, porém, os alunos regulares também estudam nesse prédio.

A escolha dessa escola foi devido a uma série de informações coletadas anteriormente e por se tratar de uma escola dita "modelo" para os padrões daquela Região Administrativa. Primeiro tivemos uma conversa informal com a Coordenadora Pedagógica, na qual mostrou todo o espaço físico da escola, e em seguida, nos levou para o prédio onde são atendidos os alunos com necessidades especiais. Em seguida, ela nos convidou a participar das oficinas. Estas oficinas são oferecidas para professores, pais e para a comunidade escolar no geral. Elas acontecem uma vez por mês; primeira é dada uma palestra na qual se conscientiza de como é colocada a inserção das crianças com necessidades especiais na escola. O segundo momento é ensinar a fazer material, e como evitar o uso de material que pode causar acidentes principalmente acidentes domésticos. Também é feita uma oficina de sensibilização especialmente para os pais que não aceitam a condição do seu filho. São coletados dados individuais através de observação e através de conversas informais com os alunos. Após isso, é feita uma triagem na qual os pais são encaminhados para especialistas no assunto. Esse encaminhamento é feito através de uma parceria com a Secretaria de Saúde, através do Hospital Regional de Samambaia. Isso se explica pelo fato de que a Secretaria de Educação demora em média, segundo relato da Coordenadora, cerca de 3 a 4 anos para conseguir um psicólogo para a escola.

Após a entrevista com a Coordenadora Pedagógica, ela selecionou três alunos que mais se tornaram o objeto de estudo para nossa pesquisa. Ela também fez uma reunião com os pais selecionados. Essa parte foi uma das mais difíceis, pois encontramos resistência, achavam que estariam expondo seus filhos, contudo, fizemos uma dinâmica de sensibilização e de esclarecimento, com isso, os pais sentiram-se mais seguros ao ponto de pedir que a entrevista fosse feita sem a presença da Coordenadora.

A coleta dos dados foi feitas através de um questionário próprio. Uma vez coletada os dados, eles foram entregues à Coordenadora. Isso foi necessário para termos um respaldo da escola, que tem como principio a preservação de uma educação de qualidade e um tratamento diferenciado das crianças, em relação às demais escolas públicas.

A coordenadora gostou do nosso trabalho ao ponto que fomos convidados para assistir e participar da Festa da Páscoa e da Família. A Festa da Família é realizada duas vezes por ano com o intuito de aproximar a família da escola.

Após isso, então partimos para a redação da pesquisa. Esta pesquisa está dividida em três grandes partes: a duas primeiras, de caráter teórico, dizem respeito à educação infantil no Brasil e especialmente a educação especial, e em seguida, tratamos dos dados empíricos.

1.A educação especial inclusiva infantil do Brasil:

A educação inclusiva no Brasil tem-se tornando um campo de luta e de muita polêmica, o que se considera ser uma utopia nas nossas escolas, fora as outras questões, como a falta de lugares adequados para crianças com características especiais e específicas. Tem muitos professores que assumir ensino especial sem nem qualificações nem muito menos uma especialização foram outras regularidade dentro do nosso ensino especial inclusivo.

A educação infantil no Brasil tem a base na lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, que existe desde 1996. Essa lei define que a educação infantil tem que ser oferecida em creches, ou entidades equivalentes, para alunos ou crianças de 0 a 3 anos idades, na idade pré-escolas de 4 a 6 anos.Antes das mudanças na lei as creches e pré-escolas tinham como seu público alvo crianças de 0 a 6 anos e estava vinculada à assistência social e não faziam parte do sistema educacional, mas a LDB mudou essa visão da educação infantil. Agora, juntamente com a Constituição Federal, começaram as mudanças da estrutura curriculares de uma forma, mas sistemática e da forma de trabalho dos educadores.

No Tópico Seguinte iremos falar aprofundamento sobre o objeto de estudo desta pesquisa dando ênfase à Educação especial, centrada especialmente em alunos com necessidades especiais visuais:

2.Como trabalhar com os alunos com necessidades educativas especiais visuais

Nos dias atuais a Educação Especial ocupa um espaço na literatura, e principalmente na mídia, com os congressos e principalmente nas conferências de educação, como aquela que correu no ano 1990 que teve o nome de "Conferência para Todos". Com o tempo as modificações se tornaram a Declaração Salamanca onde começou o movimento mundial para inclusão para todos. Assim começaram as modificações nas leis e na literatura sobre conhecimento assim produzindo novas idéias e ideológicas para uma educação inclusiva e de qualidade. Segundo www.educacaoonline.pro.br/index.php?option=com_cont...ucacao nele a Aranha 2001 afirma que:

"A inclusão escolar segundo refere-se ao processo de inserção de alunos com necessidades educacionais especiais em classes comuns. Isto significa acolher, dentre a diversidade que constitui esse universo, mais um segmento populacional, que é o representado pelos alunos com deficiência." (Aranha,2001,p.37)

Mas como no Brasil infelizmente estamos bem longe das propostas de Educação para todos com qualidades. É muito normal no Brasil de temos recomendações, resoluções e deliberações, mas nunca sai disso. Por isso ainda temos no mundo todo e principalmente em países que estão em desenvolvimento, grandes índices de exclusão social. Nesse seguinte site www.educacaoonline.pro.br/index. php?option=com_cont...ucacao- afirma sobre a inclusão.

"A inclusão é um processo mundial em crescimento e no Brasil, é } amparado por documentos legais tais como LDB nº 9.394 (Brasil, 1996), Diretrizes Nacionais para a Educação Básica (Brasil, 2001), que estabelecem vários níveis diferenciados de ação, no que se refere à sua natureza: política, administrativa e técnica, e que "deve ser paulatinamente conquistada" } (Carvalho 1997,p.45).

Segundo site www.ipv.pt/millenium/Millenium28/8.htmnele Fernando Marques Pereira fala sobre:

A convivência do aluno deficiente visual e do professor na sala de aula está longe de ser algo naturalmente aceito, algo comparável à convivência entre um aluno normovisual e o professor. E nem sequer se trata, na maior parte dos casos, de má-vontade por parte do professor ou indisponibilidade do aluno portador de deficiência. Trata-se, tão-somente, da dificuldade de efetivar, na prática, a "Escola Inclusiva", tão sabiamente arquitetado de formas teóricas, à luz da nossa bem intencionada legislação.

Não basta decretar a integração do aluno deficiente visual, misturá-lo com outros alunos e um professor para que asua integração escolar se consiga, nem tão pouco se garanta o desenvolvimento das suas capacidades/aprendizagens; não nos parece sensato olhar para o professor e ver na sua licenciatura uma formação do tipo "pau para toda a colher" nem esperar que cada professor, por motivação intrínseca, busque entre os paus da sua formação, a "colher" que há em si!. Mas também não queiramos que, por cada aluno portador de deficiência que chega à escola,seja admitido um rol de professores "bem preparados" para as diferentes disciplinas - como se tratassem de "lidadores" para enfrentar a "fera".

Uma boa parte do problema parece-nos residir essencialmente na "interface conceptual", ou seja, o modo como o professor, na grande maioria dos casos, encara este aluno e que afeta a "compatibilidade" entre eles. O professor insiste em olhar para o aluno portador de deficiência e, em vez de ver o aluno, vê apenas a sua deficiência.

Se for verdade que há cuidados/conhecimentos específicos que devem preocupar o professor, pois são requeridos pelas características específicas daquela deficiência, não nos podemos esquecer que aquele aluno, antes de ser deficiente é uma criança/jovem de características/necessidades semelhantes às das crianças/jovens normovisuais da sua idade. E tomado assim o aluno portador de deficiência, por parte do professor, a compatibilidade entre ambos está, naturalmente, em boa parte assegurada graças à competência pedagógica que o professor tem que possuir. Chegado aqui, já apenas subsiste uma dificuldade: o modo como tem que efetiva o processo ensino-aprendizagem entre ambos. E para ajudar na superação desta dificuldade, o professor deve saber que pode dispor da ajuda do professor do apoio a alunos com necessidades educativas especiais, vulgo professor do "Ensino Especial".

Todos nós conhecemos estudos que demonstram a dificuldade que o professores têm em trabalhar em grupo e todos nós também sentimos diariamente o quanto de verdadeiro tem esses estudos. No entanto, parece-nos de elevada importância e de toda a conveniência que o professor, confrontado com uma turma/classe que contém um aluno portador de deficiência, assuma uma atitude diferente, isto é, tome consciência da importância de pensar/organizar/planificar as aulas daquela turma em grupo de, pelo menos, três pessoas: ele próprio, o professor da equipe do Ensino Especial e o psicólogo escolar.Desta forma, o professor regular consegue juntar às estratégias que delineou para abordar determinado conteúdo, os aspectos e requisitos a ter em conta no caso do aluno portador de deficiência visual (tipo de material a utilizar, a luminosidade requerida - se tratar de um amblíope...) e a análise da reação do aluno.

Em relação a este último aspecto, importa compreender que o aluno portador de deficiência visual se vê confrontado com dificuldades de toda a ordem e que nem todo o indivíduo consegue enfrentar a adversidade com "um sorriso nos lábios", com uma indispensável motivação e uma aceitação da deficiência com a resignação/moderação comportamental requeridas pela sociedade. Além disso, não nos podemos esquecer que o comportamento social é algo que é apreendido por imitação - possibilidade que está completamente vedada aos indivíduos portadores de cegueira congênita. A análise, compreensão e apoio/correção das atitudes deste aluno é um trabalho árduo que precisa do envolvimento do professor regular (porque a situação-alvo de correção ocorre na sala de aula), do professor do Apoio Especial (porque é ele que vai assegurar o lado "especial" da intervenção) e do psicólogo (porque a delicadeza da intervenção recomenda conhecimentos comportamentais humanos devidamente estudados).

Conscientes de que ainda falta desenvolver bastantes "démarches", nos mais variados níveis de formação, até conseguirmos encontrar a articulação perfeita entre os vários recursos da escola inclusiva, conforta-nos a convicção de que já arredada anda destes meandros a idéia de que o professor do Ensino Especial devia funcionar como fiscal do modo como o professor regular tinha ou não sensibilidade suficientepara ensinar o aluno portador de deficiência; tal como pensamos, já não fazer sentido aquela idéia de que o Ensino Especial funcionava como refúgio dos "professores cansados", ou com "mais coisas para fazer" do que ensinar.

3.Linha do tempo e as modificações sobre a cegueira

Segundo os siteshttp://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/290.pdf e o

www.ccme.org.br/artigos/louis-braille.asp

Quem foi Louis Braille?

Louis Braille nasceu na pequena aldeia francesa de Coupvray, no distrito de Seine-et-Marne, a cerca de 50 km. De Paris, no dia 4 de Janeiro de 1809. O pai, homem de certo prestígio na região, era seleiro ou correeiro. Aos três anos, quando brincava na oficina de trabalho do pai, ao tentar perfurar um pedaço de couro com uma sovela, aproximou-a do rosto, acabando por ferir o olho esquerdo. A infecção produzida pelo acidente expandiu-se e atingiu o outro olho. O menino ficou completamente cego.

Contando com o amor e fiel apoio dos pais, Louis acostumou-se logo à nova situação. Com o auxílio de uma bengalinha, ia à escola, onde demonstrou em pouco tempo inteligência superioraos meninos da sua idade, pois decorava e recitava as lições que ouvia, espantando o professores com a sua inteligência brilhante.

Aos sete anos consegue ingressar na instituição de Valentin Haüy, um homem culto e de nobre coração, que, em1784, fundara em Paris uma escola para instruir os cegos e prepará-los para a vida.

Um encontro com Teresa von Paradise, concertista cega, foi decisivo na sua vida. Teresa idealizara um engenhoso aparelho para ler e compor ao piano, que fascinou Braille.Aprendendo música com ela, tornou-se rapidamente organista e violoncelista. de Santa Ana, em Paris.

Nessa altura seus pais já tinham morrido, assim como o seu grande amigo Haüy, diretor do Instituto que se transformara no seu lar. Como dedicava grande parte do seu tempo à educação dos novos alunos, aceitaram-no como professor do Instituto.

Rapaz educado e agradável era recebido nos melhores salões da época. E foi num desses salões que Braille conheceu Alphonse Thibaud, então conselheiro comercial do governo francês. No meio de uma conversa Thibaud perguntou-lhe porque não tentava criar um método que possibilitasse aos cegos não apenas ler, mas também escrever. A princípio, Braille irritou-se com a sugestão, pois achava que a tarefa devia caber aos que viam e não a ele. Reconsiderando, começou a admitir a possibilidade de realizá-la, mesmo sendo cego. Foi então que começou a trabalhar no código de Barbier. Após três anos, o jovem estudioso conseguiu o que queria: o sistema dos pontos em relevo representando letras. A ponta de uma sovela, o mesmo instrumento que lhe tirara a visão, passara a ser o seu instrumento de trabalho. Geralmente, aponta-se 1825 como o momento em que o jovem aluno inventa o sistema; todavia, apenas em 1829 publica a primeira edição do trabalho, intitulado "Processo para escrever as palavras, a música e o canto-chão, por meio de pontos, para uso dos cegos e dispostos para eles". Deu-lhe forma definitiva na segunda edição, vinda a lume em 1837.

Este sistema é constituído por seis pontos, em duas filas verticais de três, num total de 63 sinais. Este processo de leitura e escrita através de pontos em relevo é usado, atualmente, em todo o mundo. Trata-se de um modelo de lógica, de simplicidade e de polivalência, que se adapta a todas as necessidades dos utilizadores, quer nas línguas e em toda a espécie de grafias, quer na música, matemática, física, etc.

Braille, então com vinte anos, começou a ser procurado pelos alunos do Instituto que lhepediam lições do novo sistema. Estas aulas tinham que ser realizadas às escondidas, mas serviriam - pensava ele - para difundir o método e provar a sua funcionalidade. Braille tentava, ao mesmo tempo, exibir o sistema nos lugares que freqüentava. O máximo que conseguiu foi um ofício, no qualo governo francês agradecia a sua contribuição à ciência.

Em 1827, o primeiro livro em Braille foi publicado. Ainda assim, o novo sistema não teve sucesso imediato. As pessoas com visão não entendiam quão útil o sistema inventado por Braille podia ser, e um dos professores principais da escola chegou a proibir seu uso pelas crianças. Felizmente, tal decisão teve efeito contrário ao desejado, encorajando as crianças a usar o método e a aprendê-lo em segredo. Com o tempo, mesmo as pessoas com visão acabaram por se dar conta dos benefícios do novo sistema.

Mais tarde, Louis Braille acabou por se tornar professor naescola onde ele estudara. Ele era admirado e respeitado pelos alunos, mas, infelizmente, não viveu o suficiente para ver seu sistema largamente adotado, morrendo de tuberculose em 1852, com 43 anos.

Na França, a invenção de Louis Braillefoi finalmente reconhecida pelo Estado. Em 1952, seu corpo foi transferido a Paris, onde repousa no Panthéon.

Segundo os sites http://www.ibc.gov.br/ e o

agenciainclusive.wordpress.com/2008/07/17/

O Instituto Benjamin Constant (IBC) foi criado pelo Imperador D.Pedro II através do Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854, tendo sido inaugurado, solenemente, no dia 17 de setembro do mesmo ano, na presença do Imperador, da Imperatriz e de todo o Ministério, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Este foi o primeiro passo concreto no Brasil para garantir ao cego odireito à cidadania.Estruturando-se de acordo com os objetivos a alcançar, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos foi pouco-a-pouco derrubando preconceitos e fez ver que a educação das pessoas cegas não era utopia, bem como a profissionalização.
Atualmente, o Instituto Benjamin Constant vê seus objetivos redirecionados eredimensionados. É um Centro de Referência, a nível nacional, para questões da deficiência visual. Possui uma escola, capacita profissionais da área da deficiência visual, assessora escolas e instituições, realiza consultas oftamológicas à população, reabilita, produz material especializado, impressos em Braille e publicações científicas.

Centro de ensino especial de deficiente visual (CEEDV) foi criado em 19 de Dezembro de 1991 pela lei nº 203/91 e reconhecido o seu funcionamento através da Portaria nº 104 de 08/11/94. O CEEDV tem por objetivo, a inclusão do aluno cego ou de baixa visão na rede regular de ensino com vistas também a sua futura inserção no mercado de trabalho. O ingresso do aluno no CEEDV é realizado pela Equipe de Avaliação, Apoio e Atendimento Psicopedagógico e este poderá ser encaminhado pela comunidade em geral, instituições de saúde e pelas escolas da Rede Pública ou Privada.

Segundo os Sites: www.aamabas.org/index.html e o criancagenial. blogspot.com/2008_04_01_archive.html;

www.anpedesign.org.br/artigos/pdf/Redesenho%20da%20...%E3o%20de%20defi e o ci%85. pdf}criancagenial.blogspot.com/2008/04/deficincia-visual.html

www.fiemg.com.br/ead/pne/visual.htm

DEFINIÇÃO:

Cegueira:É considerado cego aquele que apresenta desde ausência total de visão até a perda da percepção luminosa. Sua aprendizagem se dará através da integração dos sentidos remanescentes preservados. Terá como principal meio de leitura e escritasistema Braille. Deverá, no entanto, ser incentivado a usar seu resíduo visual nas atividades de vida diária sempre que possível.

O termodeficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias. A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira). Segundo a OMS, o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, como já foi dito, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ou execução de uma tarefa.

Tanto a cegueira total quanto a visão subnormal pode afetar a pessoa em qualquer idade. Bebês podem nascer sem visão e outras pessoas podem tornar-se deficientes visuais em qualquer fase da vida. A perda de visão ocorrer repentinamente de um acidente ou doença súbita, ou tão gradativamente que a pessoa atingida demora a tomar consciência do que está acontecendo. Ela também ocorre independentemente de sexo, religião, crenças, grupo étnico, raça, ancestrais, educação, cultura, saúde, posição social, condições de residência ou qualquer outra condição específica.
A deficiência visual interfere em habilidades e capacidades e afeta não somente a vida da pessoa que perdeu a visão, mas também dos membros da família, amigos, colegas, professores, empregadores e outros. Entretanto, com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significará o fim da vida independente e não ameaçará a vida plena e produtiva.

Segundo os sites criancagenial. blogspot.com/2008_04_01_archive.html:

Para BARRAGA (1976) há três tipos de deficiência visual:

Ies. Portadoresdedeficiencia.vilabol.uol.com.br/DeficienciaVisual.htm

CEGOS: têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão

VISÃO PARCIAL: têm limitações da àdistância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância

VISÃO REDUZIDA: são considerados com visão indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes.

Segundo os sites: www.deficientesemacao.com.br/?modulo=visual.

www.entreamigos.com.br/textos/defvisu/inbadev.htm e o

www.cezarliper.com.br/LinkDefiFisiCe.asp

CAUSAS:

De maneira genérica, podemos considerar que nos países em desenvolvimento as principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por doenças como as cataratas. Nos países desenvolvidos são mais importantes as causas genéticas e degenerativas. As causas podem ser divididas também em: congênitas ou adquiridas.

Causas congênitas: amaurose congênita de Leber (malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita).

Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou diabetes.

FATORES DE RISCO:

Histórico familiar de deficiência visual por doenças de caráter hereditário: por diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas quepodem levar ao comprometimento visual, por exemplo: esclerose múltipla.

Senilidade, por exemplo: catarata, degeneração senil de mácula.

Não realização de cuidados pré-natais e prematuridade.

Não utilização de óculos de proteção durante a realização de determinadas tarefas (por exemplo, durante a solda elétrica).

Não imunizaçãocontra rubéola da população feminina em idade reprodutiva, que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e conseqüente acometimento visual.

Segundo os sites:www.lmc.org.br/dv.htm e o www.ccrenaux.com.br/imprensa/artigos/deficiencia%20visual. pdf

IDENTIFICAÇÃO:

Alguns sinais característicos da presença da deficiência visual na criança são desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixa aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o borra mento súbito ou paulatino da visão. Em ambos os casos são vermelhidão, mancha branca nos olhos, dor, lacrimeja mento, flashes, retração do campo de visão que pode provocar esbarrões e tropeços em móveis. Em todos os casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica para diagnóstico do processo e possíveis tratamentos, em caráter de urgência.

DIAGNÓSTICO:

Obtido através do exame realizado pelo oftalmologista que pode lançar mão de exames subsidiários. Nos casos em que a deficiência visual está caracterizada, deve ser realizada avaliação por oftalmologista especializado em baixa visão, que fará a indicação de auxílios ópticos especiais e orientará a sua adaptação.

Segundo site: www.anpedesign.org.br/artigos/pdf/Redesenho%20da%20...%E3o%20de%20defici%85. pdf

ALGUNS DADOS ESTATÍSTICOS:

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial apresenta algum grau de deficiência visual. Mais de 90% encontram-se nos países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente. Dados oficiais de cada país não estão disponíveis

5. Um Estudo de caso: Numa escola publica na periferia de Brasília:

A metodologia foi um estudo de caso qualitativo desenvolvido em uma escola Publica do Distrito federal no período de fevereiro a abril de 2009, se localizando na preferia de Samambaia. Foram selecionados 3 alunos entre 4 e 6 anos com necessidades especiais visual, mas 3 pais entre 20 a 30 anos e a coordenadora pedagógica entre seus 30 anos. Tendo seguintes observações a troca de conhecimentos epistemológicos e conhecimentos empíricos positivos e negativos quando da parte do grupo docente da escola, os alunos e as famílias que seria entrevista para construção e contribuição do meu artigo final da conclusão do meu curso de pedagogia. Durante as semanas seguintes conversei bastante com todos da escola e conheci a rotina escolar, durante as minhas entrevistas com a coordenadora pedagógica, os alunos e os pais eu mudei os nomes de cada um e coloquei nas minhas entrevistas iniciais de letras e nome da escola nem um momento eu vou citar sua localidade.

A coordenadora pedagógica dessa escola faz um trabalho brilhante e maravilhoso com os responsáveis dos alunos com necessidades especiais. Ela trabalha com palestras, para ajudar eles aceitar suas crianças com necessidades especiais visuais e com os funcionários e os professores ela sempre está oferecendo cursos onde estão sempre atualizados com as mudanças que o nosso ensino especial está sofrendo a cada dia. Com os alunos sempre conversas coletivas, individuais dentro da sala de aula e fora em outra ambiente escola, mostrando para eles como fazer essa inclusão desses alunos. Ela sempre fala para os alunos que não pode excluir e sim incluir os alunos especiais da melhor forma para se sentir bem para aprender. Durante esse meu período na escola não foi só ouvinte e sim participei das oficinas dos alunos com necessidades especiais onde eles aprendem sempre atividades pedagógicas adaptadas para eles. Também ajudei na festa de páscoa dos alunos; todo ano eles fazem essa festa e outras para ganhar meios financeiros para melhoria dos espaços arquitetônicos para os alunos com necessidades especiais. Essas alterações nos espaços dentro da escola são feitas pelos pais de todos os alunos com ou sem necessidades especiais.

Na primeira semana meu estudo de caso foi com a coordenadora pedagógica. Ela me respondeu todas as perguntas mostrando um amplo conhecimento sobre educação especial. Ela é formada no antigo normal, em pedagogia esta cursando psicopedagogia. Ela tem vários anos na área de educação e antes de ser a coordenadora pedagógica ela tinha muito tempo em sala. Com essa coordenadora pedagógica foram 5 questões. As minhas análises das perguntas juntamente com as respostada delas foram com o objetivo de uma pesquisa quantitativa de campo para perceber como este indivíduo lida com Educação Especial, Ensino regular e Educação Inclusiva. Assim formando diferentes formações ideológicas. De acordo a literatura, oportunidades de fazer escolhas, tomar decisões e expressar preferências são aspectos bastante negligenciados em programas educacionais para as pessoas com limitações intelectuais. O principal foco de minha entrevista foi quando eu perguntei para ela quem são os sujeitos da educação inclusiva ele me respondeu: "No meu ponto de vista, nos anos de docência, são todos, da família à comunidades, os alunos, o corpo docente da escola, são aqueles demais profissionais cuja atuação está relacionada com escola" (K.A)"

No segundo momento foi com os alunos, onde eles estavam acompanhados da coordenadora pedagógica e seus responsáveis. Cada um teve um dia e uma hora individual e esse horário era fora da aula para não prejudicar eles na aprendizagem. Houve alunos que levaram, mas tempo para responder, às vezes respondia, às vezes queria só brincar, outros não já responderam logo. Foram 3 crianças, as suas idades eram entre 3 e 6 anos, na educação infantil, no jardim I e II. Foram 6 questões individualmente totalizando 36 questões. Cada criança que foi entrevistada tem um grau de cegueira e outro grau de deficiência na sua aprendizagem em sala de aula porque as escolas anteriores não fizeram os estímulos precoces para ajudar na aprendizagem e sempre elas foram excluídas, sofreram muitos preconceitos. Por isso foram escolhidas para minha pesquisa de campo. Meu estudo de caso fala dessa exclusão a inclusão deles.

A minha análise dessa parte da pesquisa que qualitativa foi com o objetivo de campo para ver a relação deles com suas necessidades especiais e o preconceito que eles sofrem.

A Constituição Federal, 1988; Lei nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente; Lei nº 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; Lei nº 10.172/2001, Plano Nacional de Educação e Decreto 3.956/2001, dentre outros documentos nacionais e internacionais têm fornecido a base para a formulação de políticas públicas tendentes à inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais no ensino comum.

Nesse estudo de caso algumas perguntas que fiz para os alunos me chamaram mais atenção. Quando eu perguntei para o aluno Você sabe fala para tia qual seu grau de cegueira? A criança me responde de maneira simples e natural: Sei sim tia, eu tenho cegueira total, minha fala você tem estudar para saber os seus direitos. "Tia pode ter pouca idade, mas já compreendo que sociedade sempre vai olhar torto para pessoa com cegueira, mas vou estudar muito para mudar isso você vai ver tia" (JJ). Em outro momento com essa criança foi que me deu um pouco de trabalho, porque ela só queria brincar comigo, então eu tive que usar outro meio para essa criança responder, brincando com ela. Aos poucos ela foi me respondendo, no único momento ela parou de brincar foi para responder essa pergunta Você sabe fala para tia qual seu grau de cegueira? a criança parou me respondeu: "Sei sim, eu tenho uma cegueira parcial desse olho direito, eu vejo só um pouco, e do outro nada" (M.C),no ultimo momento da minha entrevista com esse aluno foi o mais complicado porque ele tem 6 anos e está no jardim e II, a sua mãe vive um luto constante por conta da realidade do seu filho ser cego. Ela não aceita e fato e queria o deixarele ir para escola. Por isso foi tarde para escola, só foi para escola porque sua vizinha tem uma filha que estuda nessa escola e falou para diretora, assim ela foi atrás dessa criança. Aos poucos ele está sendo incluído na escola e sua comunidade. Mas a criança é muito esperta. Quando fiz uma pergunta para ele: "Você sabe fala para tia qual seu grau de cegueira?" ele me respondeu de forma triste, mas com vontade de vencer todos seus obstáculos "Sei sim sou cego desse que nasci. Eu aceito bem a minha condição que papai do Céu me deu, mas minha mãe não aceita muito, porque ela acha que foi um castigo de Deus por isso que demorei a vir para escola e isso me atrapalhou muito, mas aos poucos vou recuperando os anos perdido que fiquei dentro de casa"(P.A)

No ultimo momento do meu estudo de caso foi com os responsáveis pelos alunos que foram entrevistados. Foram três entrevistados, cada uma respondeu quatro perguntas individuais onde eu fiquei sozinha na sala com cada um, totalizando doze perguntas. O objetivo desta pesquisa de campo foi desenvolver uma análise através da coletas de dados para ver como os pais vêem a relação de como cada um desses indivíduos ao lidar com Educação Especial, Ensino regular e Educação Inclusiva. Durante minha pesquisa, à primeira mãe do aluno J.J eu fiz uma pergunta Você trabalha fora ou ficar por contar de cuida seu filho com necessidades especiais?. Ela me respondeu, eu fiquei um pouco surpresa: "Como sou mãe solteira eu que tenho que colocar o que de comer dentro casa. Eu trabalho numa casa de família e quem cuida dele para mim e minha filha mais velha. Sempre que tenho folga nessa casa família eu venho na escola para saber com ta meu moleque si ta aprendendo diretinho (A.C)". Com outro responsável eu fiz outra pergunta simples: "Você sabe o que cidadania?" ela me respondeu de uma maneira simples, mas sobe me mostrar um conhecimento: "Sei sim, é quando eu, cidadão comum, sabe quais são seus direitos e deveres, principalmente eu que tenho criança com necessidades especiais, tenho saber para brigar por direitos dela" (X.J). Com a ultima mãe foi bem mais complicado, ele não aceita seu filho como ele é e a sua necessidade visual. O pior que senti foi que seu esposo tem vergonha, culpa até mesmo um preconceito com seu filho; por eles a criança fica escondida em casa do resto do mundo. Quando fiz uma pergunta para eles: "Como e relação do seu filho com sua família e a sociedade que ele vive?" ele me respondeu "E pior possível porque eu não gosto de ninguém da rua onde eu moro. A fofoqueira da minha vizinha falou para o diretor da escola que eu proibia do P.A ir a escola, não é isso, só quero proteger ele do mundo, mas eleesta indo para a escola agora. Meu esposo também não tem uma relação dentro de casa, minha família não vejo desse que casei, o único lugar que sinto bem e na igreja. Mas meu filho tem pessoas que gostam dele e a escola é bom lugar para ele hoje. Eu vejo já com outros olhos a escola e seus novo amiguinhos"( F.A)

A educação inclusiva tem recebido uma especial ênfase nos discursos políticos e acadêmicos, embora, na prática, não se reconheça a sua complexidade. Entretanto, se a Educação Inclusiva, na área da educação especial, tem uma produção significativa, o mesmo não se observa no campo da discussão relativa à exclusão propostas e práticas de inclusão de crianças com algum tipo de dificuldade de aprendizagem na rede regular de escolas, com vistas, especialmente, à sua integração na comunidade.

6. Para não finalizar:

Diante da elaboração desse artigo eu posso indagar acerca da relação entre educação infantil a inclusão dos nossos pequenos no todo da nossa sociedade. Analisar as diferenças é analisar a diversidade. Olhar para o outro com respeito não pede a prerrogativa da auto-anulação; não há necessidade de subtrair-se de seu subjetivismo para entrar no do outro. O que deve ser ratificado no imaginário das pessoas é o respeito às diferenças, pois numa sociedade marcada pelas alteridades não podemos nos isolar num núcleo padronizado de pessoas bonitas e supostamente saudáveis, deixando à margem deste núcleo parcelas de seres humanos que têm algum tipo de deficiência. As dessemelhanças não são doenças, assim como as deficiências não são prisões. O senso comum, base do preconceito, imputa a sociedade à certeza de que todo aluno especial ou toda pessoa especial é uma pessoa invalida que necessita da compaixão e da pena do outro. É mister deixar claro que todo deficiente, pela própria condição de deficiente, desenvolve outras habilidades que nós, supostas pessoas normais, nunca vamos desenvolver. Toda esta carga de preconceito reflete o discurso vazio de pessoas não informadas e também informadas, que são as genuinamente preconceituosas. Estamos nos colocando mais no lugar do outro e quebrando as fronteiras do preconceito. Estamos construindo conhecimento e suplantando as informações ratificadas pelo tal senso comum. Estamos descobrindo que não há identidades especiais e que por isto não precisamos de tratamento diferenciado para alguns; precisamos de tratamento especializado, atendendo às necessidades de algumas pessoas. As pessoas podem ser especiais e isto pede a prerrogativa de um "tratamento" especializado, daí a importância de não se falar muito em identidade especial por ser uma expressão meio pejorativa.

Então, é importante uma nova exegese dos currículos, ou seja, uma nova e profunda interpretação dos mesmos; uma reestruturação do mundo acadêmico. Onde a Pedagogia da Diversidade mostre os caminhos para compreensão da pessoa como pessoa e não como gênero; não como raça; não como sexualidade; não como cor; não como idade; não como sexo. Por isto é importante compreender que todos nós somos idiossincrásicos (somos sim diferentes e reagimos de forma diferente frente à várias situações) e que temos nossas limitações que são ou não visíveis. Todos nós temos as nossas necessidades, mas elas não receberam diagnósticas e nem adjetivos médico-biológico. Não somos estereótipos de uma sociedade cruel e segrega Dora, pois somos os segregadores. Temos que abrir os olhos e vermos que os nossos adjetivos são piores: preconceituosos, separatistas, individualistas, cruéis e tolos.

Estudos feitos por nos aportaram para uma necessidade de intervenção do governo para elaborar políticas públicas para os alunos com necessidades especiais, por essa, o assunto não se esgote aqui sugiro que novas pesquisas sejam feitas posteriormente.

Referências Bibliográficas

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BRASIL. Parecer n.º 17, Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Brasília: Conselho Nacional de Educação, 2001.

CARVALHO, R. E. A Nova LDB e a Educação Especial. Rio de Janeiro: WVA, 1997.

CORREIA, Fernando Jorge Alves (1998). A Integração de Crianças Portadoras de Deficiência Visual nas Escolas dos 2º e 3º Ciclos. Integrar-Maio-Ago. p. 40-49.

MÉSZÁROS, I. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2005.

Mitter, Petter. Educação Inclusiva. Contexto Social. Artmed. Inclusiva. 2003

Kramer Apud MEC/SEF/COEDI. 1996. P19

REVISTA BENJAMIN CONSTANT. Rio de Janeiro, Edição 40 agosto 2008.

* Professor do 2º Ciclo do Ensino Básico na Escola E.B. 2.3. Do Viso, em Viseu.

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www.educacaoonline.pro.br/index.php?option=com_cont...ucacao-especial&Itemid=16 Data e horário do acesso: 10/02/09 às 19 horas.

www.educacaoonline.pro.br/index.php?option=com_cont...ucacao -Data e horário do acesso: 10/02/09 às 19 horas.

www.educacaoonline.pro.br/index. php?option=com_cont...ucacao - Data e horário do acesso: 10/04/2009 às 19 horas.

www.ipv.pt/millenium/Millenium28/8.htm - Data e horário do acesso:20/03/2009 às 19 horas.

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www.ccme.org.br/artigos/louis-braille.asp Data e hora do acesso:10/05/2009 às 20 horas.

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http://intervox.nce.ufrj.br/~fabiana/cegodica.htmData e hora do acesso 23/5/2007 às 10 horas.

PROFISSÃO PROFESSOR: AS DIFICULDADES DA PROFISSÃO E O RELACIONAMENTO ENTRE PROFESSORES E ALUNOS

Profissão Professor é trabalho que busca compreender alguns fatores relacionados a educação, a profissão de Professor, seus compromissos, suas dificuldades, deficiências, carências, comportamentos, comprometimento com o saber e relacionamento entre professores e alunos dentro do ambiente escolar. Traz alguns fatos e acontecimentos ocorridos em escolas, cita a dificuldade do professor no trato com alunos, principalmente em escolas públicas, onde a população é menos favorecida socioeconomicamente, é mais carente de saber, de afeto, atenção e principalmente carente da presença do Estado.
Poderemos aqui observar, a questão da falta de respeito com o profissional de educação, fato este que vem se tornando muito constante na lida diária das escolas, e que recentemente vem se tornando notícia entre os canais de comunicação do país, onde estes fatos poderão ser detectados em pesquisa bibliográfica e de campo realizada em escolas públicas do município do Rio de Janeiro, onde aponta não só o descaso das autoridades com os fatos ocorridos, a falta de uma política educacional mais eficiente e presente, que estimule professores e alunos a buscar o conhecimento, demonstra, em alguns casos a ausência e impotência dos pais de alunos que deixam a educação, de um modo geral, dos filhos somente por conta das escolas, que demonstram enorme desinteresse pelos estudos.
Este trabalho nos revela uma importante situação sobre os percalços da profissão de professor, e nos remete a inúmeros questionamentos, porém, podemos colocar como requisito de pesquisa, o que pode ser feito por parte do Estado para uma possível melhora não só no sistema de ensino, mas um incentivo e melhora no desempenho de professores e alunos.

Através deste trabalho, podemos compreender alguns fatores relacionados a educação, a profissão de Professor, seus compromissos, suas dificuldades, deficiências, carências, comportamentos, comprometimento com o saber e relacionamento entre professores e alunos dentro do ambiente escolar dificultam o desempenho do professor e do aluno dentro da escola.
A questão da falta de respeito com o profissional de educação, fato este que vem se tornando muito constante na lida diária das escolas, e que recentemente vem se tornando notícia entre os canais de comunicação do país, onde professores são agredidos dentro do seu local de trabalho, que originalmente é destinado para se obter paz, conhecimento e educação, mas que vem se tornando alvo de constantes acontecimentos de cunho irracional.
Este trabalho nos revela uma importante situação sobre os percalços da profissão de professor, e nos remete a inúmeros questionamentos, porém, podemos colocar como requisito de pesquisa, o que pode ser feito por parte do Estado para uma possível melhora não só no sistema de ensino, mas um incentivo e melhora no desempenho de professores e alunos.
As condições de trabalho, detectados em pesquisa de campo realizada em escolas públicas do município do Rio de Janeiro, onde aponta o descaso das autoridades, a falta de uma política educacional mais eficiente e presente, que estimule professores e alunos a buscar o conhecimento, demonstra, em alguns casos a ausência e impotência dos pais de alunos que deixam a educação, de um modo geral, dos filhos somente por conta das escolas, que demonstram enorme desinteresse pelos estudos, atrelado ao reforço dos processos sociais de exclusão com o aumento das desigualdades e do desemprego, enfrentadas por professores e alunos e vivenciadas a cada dia, fatores estes que interferem sobremaneira no desempenho escolar de professores e alunos, e que podem ser incluídos na lista de problemas que afetam o relacionamento escolar.


Fonte: http://www.webartigos.com/articles/56321/1/PROFISSAO-PROFESSOR-AS-DIFICULDADES-DA-PROFISSAO-E-O-RELACIONAMENTO-ENTRE-PROFESSORES-E-ALUNOS/pagina1.html#ixzz1ASkFV5cF

O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ORAL E ESCRITA DA CRIANÇA DE 0 A 6 ANOS.OS CONTOS CLASSICOS.

A linguagem tem servido de instrumento de estudo em diversas áreas; principalmente na psicologia e na educação. A linguagem tem basicamente a finalidade de comunicação e / ou expressão. Muitos são os seus conceitos e formas, porem veja o que nos diz o site wikipédia:

"... qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de idéias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais etc., podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguirem-se várias espécies de linguagem: visual, auditiva, tátil, etc., ou, ainda, outras mais complexas, constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos. Os elementos constitutivos da linguagem são, pois, gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, usados para representar conceitos de comunicação, idéias, significados e pensamentos. Embora os animais também se comuniquem, a linguagem propriamente dita pertence apenas ao homem.

A respeito das origens da linguagem humana, alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem foi criada a partir de uma comunicação gestual com as mãos . A partir de alterações no aparelho fonador, os seres humanos passaram a poder produzir uma variedade de sons muito maior do que a dos demais primatas."

(wikipédia,12-04-2008)

Ou seja, ao logo do processo histórico do homem e de sua evolução, o homem tem desenvolvido a habilidade do falar e das diversas formas de linguagem. Ao aprimorá-la o homem pode melhor se desenvolver de forma psico-social. Sem falar das suas capacidades neuronais que se desenvolveram.

Para as crianças, a aprendizagem da linguagem oral e escrita é um dos elementos importantes para ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais e convívio familiar.

A linguagem se constitui um dos eixos básicos na educação infantil, dada sua importância para o desenvolvimento e na formação do individuo, para a interação social, na orientação das ações das crianças, na construção de conhecimentos e no desenvolvimento das idéias.

O professor encontra diretrizes para seu trabalho para o inicio da aprendizagem da linguagem em crianças que freqüentam instituição formais como creches e escola de educação infantil, a partir da Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Infantil (RCNEI). Em seu volume 3, às diferentes áreas do conhecimento são oferecidos objetivos, conteúdos e orientações didáticas aos professores e pessoal de apoio que atuam nessas instituições.

No RCNEI tem como objetivo apresentar uma sugestão de releitura dos objetivos da área de linguagem escrita e oral e o que é importante nisso é a retomada da visão do professor: a mudança de comportamento de seus alunos para aprendizagem. A importância de reformulá-los descrevendo em forma de comportamento-objetivo delineando para seu aluno, podendo replanejá-los se for necessário. Dessa forma, todos os professores, de sala de aula regular, ou ainda, de inclusão, poderá se beneficiar dessa forma de planejar objetivos de ensino.

È nesse planejar que a leitura e releitura em suas diversas formas do conto, principalmente os clássicos, é que professor pode trabalhar junto aos seus alunos os domínios da linguagem, em diversas circunstâncias, nas quais às crianças podem perceber a função social que ela exerce e assim desenvolver as diferentes capacidades.

È necessário que a criança ao ser inserida no meio escolar todos os recursos possíveis para a linguagem oral seja estimulados, para que seu repertorio de palavras aumente e ela possa se expressar mais facilmente. À medida que a criança desenvolve a sua oralidade e no contexto escolar utiliza-se da linguagem oral para expressar suas idéias, pensamentos e intenções e também é estimulado aos diversos processos de leitura e escrita, mesmo antes de ser alfabetizado, além do conhecimento do esquema corpóreo ele adquiri subsídios para o conhecimento de si mesmo e do espaço em que ocupa alem do processo para a alfabetização.

Ao associar as diversas leituras de textos infantis e de mundo ao conhecimento do esquema corporal e espacial, a criança passa a associar a importância do seu ser, com a necessidade de se fazer reconhecer através do verbal e da escrita. Começando então na escola através da ludicidade e do aprendizado, a aceitação de suas semelhanças e diferenças, a inclusão de classes e junto a isso a inclusão social de idéias, do ser humano, ato e diversidade de comunicação.

A ampliação da capacidade das crianças de utilizar a fala de forma cada vez mais competente em diferentes contextos se dá na medida em que elas vivenciam experiências diversificadas e ricas envolvendo os diversos usos possíveis da linguagem oral como conteúdo exige o planejamento da ação pedagógica de forma a criar situações de fala, escrita e compreensão da linguagem.

Através do conto O Patinho Feio, buscamos levar as crianças à necessidade de aceitação das diferenças. E que a convivência com o outro por mais que ele seja diferente, não nos faz melhor ou pior que ninguém,e não devemos desprezar o outro seja por sua aparências,dificuldades ou posição social ou econômica.

Vejamos então esse conto,o patinho feio, Hans Christian Andersen:

"O Patinho Feio

(Hans Christian Andersen)